Philodryas baroni Berg, 1895





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Sinônimos :
Rhinodryas Königi Werner, 1903
Chlorosoma baroni Amaral, 1929

Sub-espécies : nenhuma

Comprimento : 2 metros, esta é a maior espécie do gênero.

Biótopo : Philodryas baroni é uma espécie estritamente arborícola. Esta serpente vive em florestas e nas savanas.

Distribuição :
Argentina, Bolivia e Paraguai.

Esta espécie é caracterizada por uma extensão da escama rostral, a dos machos são mais desenvolvidas que das fêmeas. Seu comportamento é aproximadamente o mesmo da Elaphe (Gonyosoma) oxycephala.
A coloração é bem variável. Existem espécimes verdes, outros azulados ou marrons. O padrão pode ser uniforme ou com listras brancas nas costas, no terço anterior do corpo. De uma forma geral, existe uma linha preta que vai da rostral para a parte de traz da cabeça passado sob a escama labial. Esta linha pode ser estender nos espaços entre as escamas e mais ou menos até a parte posterior do corpo de acordo com cada indivíduo. A zona abaixo desta linha é branca ou levemente amarelada. Elas podem também ser verde claro na parte inferior da mandíbula.
Philodryas baroni não tem um veneno ativo, mas prudência é necessária. Os efeitos observados são limitados a um edema acompanhado de dor. Também pode ser notada uma descoloração na zona da mordida, assim como uma leve paralisia do membro em questão.

Philodryas baroni tem um comportamento diurno relativamente interessante. É uma serpente que mostra uma intensa atividade no dia e claramente preferindo a parte alta do terrário.
Ao contrário de certas Philodryas, P. baroni exibe apenas alguns sinais de agressividade ou nenhum sequer. Durante o manuseio, eu nunca observei uma tentativa de ataque ou de intimidação. Contudo, prudência continua sendo necessária.

Considerando que o tamanho e a importante atividade dessa serpente, o terrário deve ser grande. Uma base de 100 X 50cm e 1 metro de altura, parece ser o mínimo para um casal adulto. Repadeiras e cipós podem ser usados. Contudo, eu recomendo o uso de plantas artificiais, você pode fazer um terrário plantado enquanto usa um Ficus ou plantas epífitas, com galhos ou cipós largos como suporte. Tudo fortemente fixado.
Philodryas baroni possui uma temperatura preferencial de 26 à 28ºC. A temperatura noturna deve ser diminuída até 20ºC. Duas ou três pulverizações por semana são suficientes. Com um leve acréscimo durante as trocas de pele, para assegurar uma boa eliminação da exúvia.
Sobre a alimentação, esta serpente não é difícil. Os jovens aceitam neonatos rapidamente. Pessoalmente, a mina rapidamente aceitou um abatido. Minha fêmea rapidamente pega aquele que está na pinça. O macho precisa de mais tempo para pegar a presa abatida que é apresentada a ele.
Sobre as presas oferecidas vivas, eu nunca observe uma reação particular tal como sangue abundante, ou nenhum outro sinal óbvio de envenenamento.


A seguir, um resumo de "Venomous reptiles of the western hemisphere" (Campbell & Lamar, 2004):

" Na Argentina, um espécime de 90cm em TL, picou um herpetologista de 22 anos de idade no polegar, mas retirou imediatamente. Houve imediatamente um leve dor acompanhada de uma sensação de aquecimento com um mínimo sangramento local. O inchaço foi evidente após cinco minutos; após uma hora toda a mão inchou e houve hemorragias petequiais na pele. O inchaço evoluiu para o antebraço, e houveram equimoses ao longo da linha linfática até a axila. A recuperação foi completa em 48 horas. (Kuch and Jesberger, 1993)."



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