As glândulas:
Salivary gland:
Glândula salivar: algumas serpentes possuem glândulas salivares que produzem uma saliva tóxica.
Mas estas são exceções.
Glândula de Durvenoy :
Alguns colubrídeos possuem esta glândula. Eles não produzem um veneno em stricto sensu, mas um líquido cuja composição é algo entre saliva e peçonha (Chippaux, 2002).
A função e as substâncias são variadas de acordo com as espécies.
Funções:
- lubrificação da presa
- ajudar na digestão
- imobilização da presa
- matar a presa (peçonha lato sensu)
Com algumas espécies, o papel pode ser limitado a uma lubrificação e/ou ajuda na digestão. Isso por que o termo “veneno” é utilizado em lato sensu para as secreções da glândula de Duvernoy.
Estas glândulas não armazenam veneno (latu sensu) e nenhum músculo comprime para facilitar o fluxo. Isso é feito por em pequena quantidade pela gravidade e capilaridade.
Alguns exemplos:
Philodryas sp.: importante envenenamento próximo de Bothrops (potencialmente mortal para P. olfersii). Hemorrágico. Entretanto, algumas espécies nunca causaram envenenamento real (P.
aestiva, P. psammophidea).
ARAUJO, Maria Elisabeth de and SANTOS, Ana Cristina M.C.A. dos. Cases of human envenoming caused by Philodryas olfersii and Philodryas patagoniensis (serpentes: Colubridae). Rev. Soc. Bras. Med. Trop., Nov./Dec. 1997, vol.30, no.6, p.517-519. ISSN 0037-8682.
Dispholidus typus: inflamação discreta. Coagulação massiva, então hemorrágica após a exaustão do sistema de plaquetas. Risco de embolismo ou infarto devido aos coágulos formados.
Boiga sp.: atividade local enzimática sem gravidade. Exceto Boiga dendrophila: atividade hemorrágica.
Malpolon monspessulanus: inflamação local-regional (dor, edema, linfagite) e algumas vezes desordens (paraestesia, inchaço, ptose, dispnéia).
Todas essas espécies são opistóglifas. Para as áglifas, nós podemos mencionar o gênero Thamnophis com vários casos de envenenamento humano.
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